terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Queime depois de ler


Estava querendo ver esse filme faz um tempinho e vi hoje! É bem engraçado, com um grande humor negro! O filme é dos irmãos Coen, os mesmos de Onde os fracos não têm vez, que infelizmente ainda não vi (Saiba que me envergonho disso).

Como agora nas férias estou vendo em média três ou quatro episódios de Prison Break por dia estou com uma imagem dos grandes chefões dos EUA muito diferente da que se mostra no filme. É engraçado, todo mundo pensa que os engravatados que mandam no mundo (ou os que trabalham para eles) têm sempre uma resposta boa na ponta da língua e que tudo que eles falam é lei! E é isso que acontece no Prison Break, mas em Queime depois de ler é bem diferente! É muito bom porque pergunta-se: "O que vamos fazer?" e aí você fica esperando uma resposta com todo um plano impossível envolvido e o chefão simplesmente diz: "Não sei". Isso mostra que os influentes da embaixada russa e os agente da CIA são pessoas normais!

Andei vendo o que escreveram por aí sobre o filme e achei bem legal isso que tirei do site da abril: "O filme lembra um pouco "Fargo" (1996), ao falar do que as pessoas são capazes de fazer para conseguir o que querem - especialmente dinheiro e sexo.
O ex-agente Osbourne Cox (John Malkovich) está louco para vingar-se da CIA que o demitiu, escrevendo um livro de memórias bombástico. Sua mulher, Katie (Tilda Swinton, de "Conduta de Risco") não vê a hora de livrar-se do marido para ficar com o amante, um investigador federal chamado Harry Pfarrer (George Clooney) - que não quer muita coisa a não ser manter a sua esposa e algumas amantes.
Já Linda Litzke (Frances McDormand) está atrás de uma boa quantidade de dinheiro para fazer diversas cirurgias plásticas, enquanto seu colega de trabalho, o personal trainer Chad (Brad Pitt), parece ser burro demais para desejar qualquer coisa".

Bom, o filme é bem real: tem uma mulher que quer cirurgias no corpo inteiro mesmo não precisando, tem um professor de academia mascando chiclete o tempo todo, tem esposa traindo marido, marido com amantes, divórcio, advogados, cheque sem fundo, invasão de domicílio, vingança e tudo isso que estamos acustumados mas talvez não deveríamos....

Quando tiver um tempo, assita!

E desculpe por comentar sobre filmes de novo, é que estou de férias, sabe como é...


Obrigada pela atenção dispensada...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vicky Cristina Barcelona


Estava ansiosa pra ver esse filme! E realmente é muito bom mesmo! Superou todas as minhas espectativas, que, pra falar a verdade, nao eram grandes. É que não queria ficar esperando um monte de coisas e depois ver que por melhor que tivesse sido minha imaginação, o filme, no final, é melhor que ela!

Pra mim, a Penélope Cruz está perfeitamente fantástica! Realmente louca! Muito bom mesmo! Sem falar da fotografia, que lugares são aqueles?!?!? Não tem propaganda melhor de Barcelona! É interessante como eles falam de amor e de como ele acaba! É, acima de tudo, bem real, mesmo não parecendo... Bom, foi o q eu achei!

Mas o melhor de tudo é que tudo volta ao normal! É igual a vida, a rotina sempre toma o seu lugar, nós não conseguimos vence-la! Não sei se isso é bom, mas dá uma segurança porque não importa se você tem coragem ou não, no final, tudo volta a ser como era antes!

Obrigada pela atenção dispensada...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Prison Break


Primeiramente quero esclarecer que estou muito atrasado em falar sobre esta série, já estou terminado de ver a terceira temporada e simplismente é viciante. Talvez esta série é um dos motivos da minha falta de comprometimento com o blog, me desculpem, mas ela é muito boa mesmo!

Bom, a história é sobre um homem, Burrows, que foi preso por matar o irmão da presidenta e está condenado a morrer na cadeira elétrica. Ele está em uma cadeia de segurança máxima e seu irmão Scofield, que tem certeza que ele é inocente, assalta um banco para poder ir para a mesma cadeia e fugir com Burrows de lá antes que chegue a data da execução.

Mas isso é só a primeira temporada, muitas coisas irão acontecer, e se você quiser saber, dá para baixar TODOS os episódios nesse site. Mas já vou avisando que é viciante, então tenha bastante tempo! Aproveite as férias para ver porque realmente vale a pena! E o programa da série desse site não é o media player, é o real player, mas é facinho de baixar também!

Obrigada pela atenção dispensada....

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Trabalho da faculdade

A feição do saber

Sol, calor, dia de mormaço em São Paulo, pássaros cantando e motores de carros roncando contrastam com o silêncio majestoso da biblioteca. No interior dessas paredes são guardados conhecimentos através de séculos de dedicação e estudo. Estudante pinga colírio nas vistas. Montanhas de livros ardem os olhos, quanta informação à disposição, clamando por atenção, por alguém para adquiri - lá... E mesmo assim, duas futilidades jogam conversa fora, atrapalhando quem está ao redor.
O cheiro da madeira confunde-se com o cheiro queimado dos neurônios, a reorganização dos livros nas estantes é feita constantemente enquanto alunos buscam detalhes ou, até mesmo, uma luz de idéias sobrenaturais. Letras, palavras voam soltas pelo ar, pensamentos correm e batem de frente na parede gelada. A indecisão é tanta que chega a ser palpável, o cérebro coberto de incertezas. A mente falha e vaga tem como apoio a mão, o punho, o braço, o cotovelo, a mesa brilhante de verniz. A condensação da água deixa a garrafa plástica trajada de gotículas.
Mãos racionais tilintam nervosamente canetas sedentas de inspiração. Pupilas concentradas seguem movimentos diversos, unhas desgastadas pelos dentes são roídas incessantemente. No alto, quase tocando o teto, encontra-se o estático lábaro verde, amarelo e azul; do outro lado, como no oriente, um japonês ouve seu fone de ouvido, enquanto, na sua frente, uma pilha de obras impressas.
Qual será o mistério do quarto andar? Na porta de madeira que impede o acesso, cartaz proíbe: “acesso permitido apenas para funcionários”. Mal sabem eles que a porta contra-fogo do quarto andar, que dá para a lateral do prédio, está aberta, misteriosamente aberta, acesso permitido, entre e sinta-se em casa, um belo convite para a aventura, desvendar o desconhecido e o não permitido.
O tapete vermelho das igrejas cobre a escada pomposa e suprema, sonhadoras descem por ele calma e silenciosamente, como noivas. Pela janela, plantas, folhas caídas no chão cinza e triste, a lembrança da liberdade antiga, antes do consumismo capitalista ditar aos berros as novas regras. Luz que dissipa as trevas da ignorância apenas com um toque no interruptor, piso de madeira que sustenta nossos corpos com sede de sucesso, a busca pelo texto perfeito é incessante. Caderno com linhas incompletas apavora-me, será este um texto digno? E as idéias desaparecem, a névoa se dispersa.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Cinema

É simples: a classe baixa não vai ao cinema. Ok, disso todo mundo sabe! Mas o que me espantou foi que segunda fui ver Ensaio sobre a Cegueira e paguei três reais, tudo bem que era meia, mas do mesmo jeito a inteira estava muito barata. E o que me assustou mais ainda foi que hoje fui ver A casa da mãe Joana e paguei dois reais, e não era meia, qualquer um pagava dois reais! Ou seja, a classe baixa pode ir ao cinema. E não era cinema podre não, os dois eram cinemark, o primeiro do Praiamar, em Santos, e o segundo do Litoral Plaza Shopping, em Praia Grande.

E ontem eu queria ver, mas não vi, um filme chamado Pantaleão e as visitadoras. Tem um livro, que quero ler, com esse nome, do Mario Vargas Llosa. Já li um livro dele chamado Travessuras da menina má, que gostei bastante, e todo mundo que conheço que leu também gostou. Então, esse filme, Pantaleão e as visitadoras, era de graça no Cineclub lanterna mágica, em Santos. Nunca soube da existência desse cinema, mas o maravilhoso Google me informou que ficava na Unisanta. Então, não fui porque liguei lá e ninguém atendeu e fiquei com medo de ir e não ter nada, e também, não sou do tipo de pessoa que gosta de ir ao cinema sozinha, nada contra quem tem esse hábito, de vez enquando até queria tê-lo.

Pois é... Cinema, qualquer um pode ver, o que falta é o hábito que a classe baixa não possui de se entreter culturalmente. Afinal tem filme até de graça! Tudo bem que deveria ser mais divulgado e tal, mas não podemos reclamar que não tem porque eu comprovei, três vezes, que com poucos reais qualquer um pode ver filmes bons!

É tudo questão de prioridade, há quem prefira gastar três reais numa cerveja do que ir ao cinema uma vez que seja! É apenas questão de costume, se não temos o costume, é difícil adquirí-lo!

Obrigada pela atenção dispensada...








Participação especial: Carol Guasti, que me informou o preço de uma cerveja! Não é a toa que o apelido dela é Guasti baladas!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O homem que tem humildade, visão e não tem medo de arriscar.


Aos 33 anos Cassius foi gerente do McDonald’s, hoje é dono de um famoso boteco e quer abrir mais dois restaurantes na orla do rio da sua cidade natal.

Disciplina, foco, concentração, flexibilidade, e antes de tudo, considerar mais o serviço ao preço, foi o que Cassius Marcelus Luiz Conte aprendeu durante os 10 anos que trabalhou no McDonald’s. Seu nome era para ser Cassius Marcelus Clay Luiz Conte, igual ao boxeador, mas sua mãe argumentou com seu pai “tira o Clay porque quando esse moleque tiver um pouco mais velho, esse Clay vai virar um gay”, então resolveram tirar para as outras crianças não tirarem sarro dele. Nasceu em Presidente Epitácio - divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul - onde seus pais e sua irmã moram até hoje; mas já morou no Rio de Janeiro, com os pais; em Presidente Prudente, onde fez dois anos de direito; Bauru, Araçatuba, nessas duas cidades trabalhou pelo McDonald’s; e hoje reside em Santos, onde tem um bar, restaurante, boteco – o que preferir – chamado Perto da Praia. Com um estilo havaiano e descontraído, igual ao dono, o Perto da Praia serve, em média, 150 refeições diariamente na hora do almoço, e nas noites do fim de semana atende à galera jovem santista. Também chamado de “paraíba” ou “baianinho”, Cassius tem esses apelidos, “paraíba pela minha autenticidade”, pois quando chegou em Santos seus colegas do McDonald’s chamavam ele de paraibano, baiano só porque gostava de música sertaneja, Bruno e Marrone e Zeca Baleiro, que na época não faziam sucesso, “Zeca Baleiro é legal pra caramba!” dizia, mas não paravam de tirar sarro dele, até que um dia, na frente de todos, perguntou ao Nivaldo, dono do McDonald’s se ele conhecia Zeca Baleiro, e a reação de Nivaldo foi tirar um CD do artista do mochila, Paraíba não se agüentou de felicidade, perguntou para os colegas quem era o baiano, o paraíba, que gostava de música ruim, mas seus colegas não falaram nada depois que o alemão, Nivaldo, disse para os funcionário que eles precisavam se “aculturar um pouco mais”, Pará – de paraíba – conta que foi uma das noites que ele dormiu mais feliz.
“Minha mãe não consegue lembrar o último dinheiro que ela me deu”, relembra da infância que acabou cedo, pois com doze anos já trabalhava em um fábrica de cintos. Quando era criança queria ser o Sílvio Santos, “eu sempre tive um foco pra essa veia”, referindo-se ao bom relacionamento que tem com as pessoas, com o público. Viaja bastante para terra natal, e tem planos para lá, quer abrir dois restaurantes em Presidente Epitácio, chamados “Orlinha, porque é na orla do rio”.
Enquanto era entrevistado, Paraíba não tirava atenção do negócio, “vê se o freezer da Itaipava ta ligado, Marcão!”. Descontraído, irreverente, que só conhecendo para entender, “sempre fui porra-loca”. Arrisca no futuro, os outros podem até chamá-lo de louco ou visionário, “a linha da genialidade e da loucura é a mesma, se deu certo, você é gênio, se deu errado, louco”. Aos 33 anos trabalha no boteco de manhã e a tarde, de noite estuda, está no último ano no curso de Recursos Humanos, “no meu TCC... ele é sobre o seguinte... tô montando uma empresa de consultoria na área gastronômica, com ênfase em gestão de pessoas”. Em relação ao seu negócio: “Eu tô com 19 funcionários, um botequinho desse com 19 funcionários? Tá louco? É gente pra porra!”, mas investe em cada um deles, “ontem eu tive a Anvisa aqui” para dar um curso pros empregados, “legal o curso... um monte de coisa que a gente fazia errado, agora não faz mais”, diz Marcão, um dos funcionários. “Sabe o livro O corpo fala? De linguagem corporal? Eles estão lendo para atender melhor o cliente”, assim é que se “ganha a consciência do cara”, referindo-se aos funcionários. Diz também que em cinco meses quer incluir um plano de saúde para os funcionários.
No meio da entrevista, ao lembrar das Olimpíadas, aponta para Marcão: “Brasil e Estados Unidos, você ta aonde? Liga (a TV) aí, medalha de prata”. Sempre de bom humor, trata bem a todos, não importa a classe social, escolaridade, idade, nada, pra ele todos são iguais, ninguém deve ser tratado melhor que ninguém. Pará ainda tem muitos planos, quer reformar o Perto da Praia, montar dois novos botecos, casar, ter filhos, mas ainda “to trabalhando pra isso... eu não quero ter um filho, eu quero ser pai, essa é a diferença... o dia que eu me tornar pai, eu vou puxar o freio e vou ser pai”, para ser um pai presente. Paraíba ama o que faz, já ouviu muitas histórias de pessoas que passaram por ele; pra ele, “boteco é uma filosofia do mundo”.




Esse perfil fiz para um trabalho da faculdade, sei que tem muito a melhorar, mas aos poucos consigo...


Obrigada pela atenção dispensada...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Medo pra quê??

01/10/08 - 16:30h - Rua Hungria, 888
Eu e mais duas amigas esperando pra entrevistar, as 17h, o jurista Manuel Alceu Affonso Ferreira para uma matéria da faculdade sobre a Lei de Imprensa. Não sei qual das três tremia mais, afinal o tal entrevistado é apenas o dono da Manuel Alceu Affonso Ferreira Advogados, advogado do Pelé, Ana Paula Padrão e diversos famosos, membro-suplente do Conselho de Comunicação Social, e já fez um monte de coisas que você ficaria cansado só de ler, mas caso seja curioso, clica no nome dele aqui. Sem contar que já era a segunda vez que estávamos lá, porque na primeira chegamos uma hora atrasadas (simplismente porque fomos de ônibus, pegamos o ônibus errado e o cobrador falou pra descermos num lugar, que depois fomos descobrir, ficava a 3 km da tal Rua Hungria) e tivemos que marcar para outro dia!

Bom, o Doutor Ferreira foi super simpático, falou um monte de coisas legais, apresentou toda a família que estava nos muitos portas-retratos do "humilde" escritório dele, deu um dvd do programa que a mulher dele faz pra sei lá qual canal com um cara que é a favor de uma nova Lei de Imprensa, e também deu um cd de uma cantora chamada Cida Moreira que gravou várias músicas do Cartola! Pena que ele deu o cd pra minha amiga, só porque ela disse que era fã do Cartola, eu não sou fã, mas o cd que ele deu parecia fantástico!

Fiquei impressionada com a simplicidade do Doutor, contou várias histórias da vida dele, ficamos uma hora conversando-entrevistando, nos levou até o elevador, e está disposto a dar um palestra na faculdade sobre o direito no jornalismo!

Depois que fizer a matéria e meu professor corrigir, eu coloco ela aqui!


É... Pra você ver, esperávamos um senhor pomposo, carrancudo e arrogante e vimos um senhor que gostaria muito que fosse meu avó!


Obrigada pela atenção dispensada...